»» O que é ser escuteiro?
Ao longo da nossa vida escutista decerto nos interrogamos por vezes acerca do papel que o escutismo desempenha na nossa vida. E qual é o nosso papel no escutismo? E o que é realmente o escutismo? Nem sequer ponho a hipótese que alguém que use um lenço de escuteiro ao pescoço (até mesmo um lobito) pense que o escutismo é só acampar e fazer actividades para nos divertirmos. Ser escuteiro implica desde logo o cumprimento de regras e deveres essenciais que irão delinear, ao longo do tempo, o espírito e personalidade escutista de cada um.
Todos nós sentimos e reconhecemos (ainda que bem lá no fundo) em que medida o escutismo é importante para nós e a influencia a nossa vida, cada um à sua maneira. È por isso que aqueles que já fazem parte da família há algum tempo já viram chegar e partir muita gente (ainda que alguns dos que partam continuem cá – pessoas que se viram abrigadas a deixar o escutismo activo devido às circunstancias da vida mas que no seu intimo continuam a ser escuteiros), As regras e deveres impostos pelo escutismo servem de filtro, e só permanece no escutismo quem realmente se identifica com ele.
Embora já tenha alguns anos de escutismo, ainda me considero ignorante acerca de muitos dos assuntos relacionados com este. No entanto, sinto que o espírito escutista esta incutido em mim e, embora ainda tenha muito para aprender, sinto que já dei o grande e importante passo que é compreender essencialmente a mística e o espírito escutista. Para o fazer, fiz o que um bom cristão deve fazer para compreender a sua religião e alimentar a sua fé – ler a Bíblia Escutista (“ Escutismo para Rapazes “ de Baden Powell) e meditei-a. Acho este livro (de fácil leitura) deve ser lido e meditado sempre que acharmos que devemos rever a nossa condição escutista. Nele estão sintetizados todos os princípios e deveres escutistas, bem como a sua interpretação (sim, porque não basta seguir todas as leis e princípios do escutismo. Para adquirir o verdadeiro espírito escutista é necessário compreende-los, tornando-se assim mais fácil ate cumpri-los).
Deste modo, aqui fica uma breve interpretação pessoal daquilo que considero ser o Escutismo Verdadeiro.
Um escuteiro não se identifica pela farda que traz vestida, mas sim pelas suas atitudes e acções.
Quem se serve do escutismo para atingir fins pessoais que não se relacionem com os princípios escutistas não merece designar-se escuteiro. O escuta não se serve do escutismo. O escuta serve o escutismo e assim obtém realização pessoal. Pois todo o escuteiro que não obtiver realização pessoal servindo o escutismo não é na verdade um escuteiro.
“Prometo pela minha honra e com a graça de Deus fazer todos os possíveis por
- Cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria;
- Auxiliar o meu semelhante em todas a circunstancias;
- Obedecer à Lei do Escuta; “
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