Friday, February 22, 2008






Baden-Powell :

Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nasceu em Londres a 22 de Fevereiro de 1857. Foi o quinto dos sete filhos do Reverendo Professor Baden-Powell. O filho mais velho Warington, que tinha então treze anos, entrou um ano mais tarde, para o navio escola Conway. O seu entusiasmo pelo mar era tal que, sempre que tinha férias, levava em excursões de barco os irmãos que já tivessem idade para navegar. oi assim que B.P. aprendeu a manobrar um barco, a acampar, a cozinhar e a obedecer às ordens com rapidez e elegância.Fizeram expedições por todo o país e mares vizinhos, e assim B.P. aprendeu as regras da exploração e da vida ao ar livre.

Em 1869 entrou na Escola da Cartuxa, e dois anos mais tarde transferiu-se de Londres para Godalming. A escola possuía uma pequena mata, que era vedada aos alunos. B.P. costumava ir para aí, observar os animais, apanhar por vezes um coelho, que assava numa fogueira sem fumo (o fumo tê-lo-ia denunciado aos mestres!) e aí desenvolvia as suas habilidades na construção de abrigos e aprendia a usar um pequeno machado. Era muito popular na escola mas não era um estudante de grande evidência ou um grande atleta. embora tomasse parte em muitas actividades com toda a energia que tinha, e esta era considerável. Tinha habilidade para desenhar, para cantar canções cómicas e para representar, e em toda a sua vida usou em cheio todos estes talentos.

Em 1876 fez exame de aptidão à Escola do Exército e fê-lo tão bem que imediatamente recebeu a patente de Alferes do Regimento de Hussardos nº13, então colocado na Índia. Muito cedo se distinguiu não só pelo zelo no cumprimento dos seus deveres, mas também nas habilidades desportivas e boa camaradagem. De tal modo que em 1883, com a idade de 26 anos, era Capitão e Ajudante do Regimento. Era perito em exploração e espionagem; tanto assim, que foi autoridade reconhecida nestes assuntos. Como desportista notabilizou-se na montaria ao Javali - desporto arriscadíssimo mas muito apreciado pela equitação e pela perspicácia que exige no seguimento das pistas. Muitas vezes vagueava sozinho pelas regiões mais silvestres, observando os animais e aprendendo-lhes os costumes.

Como passatempo, estava sempre desejoso, tanto de cantar uma canção e tomar parte num concerto ou Ópera, como de pintar um cenário ou desenhar os populares.
O regimento deixou a Índia em 1884 e no regresso a viagem foi interrompida no Natal (território da África do Sul) porque se receava um conflito com os Boers. Foi durante esta primeira visita àquela região que B.P. entrou em contacto com os Zulus. Começou então a colher informações disfarçado de jornalista.

Em 1887 B.P. regressa a África para tomar parte nas campanhas contra os Zulus, e mais tarde contra as ferozes tribos dos guerreiros Achantis e dos selvagens Matabeles. Os indígenas deram-lhe o nome de “Impisa”, o “lobo que não dorme”, por causa da sua audácia, da sua habilidade de explorador e da sua espantosa perícia em seguir pistas. As promoções de B.P. eram quase automáticas e em 1889 já era coronel. Foi também nesse ano que B.P. regressou a casa, mas logo se lançou noutro empreendimento.

Trouxera consigo da Índia o manuscrito de um pequeno livro chamado “Aids to Scouting” (auxiliar do Explorador) que continha as palestras que fizera aos seus soldados, com muitos exemplos de observação e dedução. Antes que o livro fosse publicado, já ele estava de novo a caminho da África do Sul onde se preparava uma guerra com os Boers. A sua missão era organizar uma frente militar pronta para qualquer emergência.

Quando a guerra estalou estava ele em Mafeking com parte das suas forças. Quase ao mesmo tempo, um exército Boer de 9000 homens pôs cerco à pequena cidade. Durante 217 dias, B.P. e os seus homens, defenderam a cidade das poderosas forças inimigas e foi graças à sua alegria e à sua desenvoltura que a cidade não foi tomada. Para os Escuteiros Mafeking tem uma grande importância. Os rapazes da cidade foram organizados num corpo de mensageiros e B.P. impressionou-se pela maneira como eles levavam a cabo as suas missões. Viu que, se lhes fosse confiada qualquer responsabilidade, eles se sairiam bem em qualquer ocasião. Como reconhecimento do seu comportamento em Mafeking, B.P. foi promovido a Brigadeiro sendo o mais novo do Exército e herói do Reino Unido.

Foi-lhe então confiada a importante tarefa de organizar a Policia Montada Sul-africana (PMS). Era um corpo de homens valentes, findado para ajudar na reconstrução da África do Sul depois da guerra, e prestaram excelentes serviços, graças ao treino que B.P. lhes deu em disciplina e responsabilidade.

Bem organizada a PMS, voltou à Inglaterra para outra importante tarefa: tinha sido nomeado Inspector-geral de Cavalaria. De novo encetou com a dedicação e perspicácia habitual para elevar o nível da Arma de Cavalaria do seu país. Outro facto, entretanto, lhe tinha chamado a atenção: vira que o seu pequeno livro “Aids to Scounting” tinha sido adoptado como compêndio na educação da juventude. O fundador da Brigada dos Rapazes, Sir William Smith, pediu-lhe que adoptasse os métodos de exploração à formação dos jovens. B.P. estudou um plano e em 1907 fez um acampamento experimental na ilha de Brownsea, com duas dezenas de rapazes. Este acampamento foi tão bem sucedido que resolveu escrever tudo o que tinha ensinado à volta do “Fogo de Conselho”. Assim nasceu o “Escutismo para Rapazes”. Foi primeiro publicado em fascículos quinzenais, nos primeiros meses de 1908. Os rapazes buscavam-no por toda a parte e rapidamente formaram Patrulhas com os seus amigos.

O número cresceu depressa - pelos fins de 1908 havia 60.000 Escuteiros e B.P. teve que se esforçar muito para conseguir insígnias, uniformes, cartões de alistamento, etc.…experimental na ilha de Brownsea, com duas dezenas de rapazes. Este acampamento foi tão bem sucedido que resolveu escrever tudo o que tinha ensinado à volta do “Fogo de Conselho”. Assim nasceu o “Escutismo para Rapazes”. Foi primeiro publicado em fascículos quinzenais, nos primeiros meses de 1908. Os rapazes buscavam-no por toda a parte e rapidamente formaram Patrulhas com os seus amigos. O número cresceu depressa - pelos fins de 1908 havia 60.000 Escuteiros e B.P. teve que se esforçar muito para conseguir insígnias, uniformes, cartões de alistamento, etc.…
Era um homem simples no seu modo de viver. Dormia numa varanda durante quase todo o ano, levantava-se muito cedo, praticava exercícios de ginástica e depois dava um passeio com os seus cães antes do almoço.

Os últimos tempos passou-os no Quénia onde veio a falecer no dia 8 de Janeiro de 1941, após uma vida de inteira dedicação aos jovens

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